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A ilha de Fernando de Noronha vai servir de laboratório vivo para projetos inovadores de empresas privadas voltados às práticas de baixo carbono. Além da implantação das novas tecnologias, os projetos devem buscar também analisar regulações do setor elétrico e discutir políticas públicas. A decisão foi tomada durante reunião entre o governador Paulo Câmara (PSB) e o cônsul geral dos Estados Unidos, John Barret, no Palácio do Campo das Princesas, com a assinatura de memorando formalizando as intenções.

O projeto piloto, que prevê investimentos na ordem de R$ 26 milhões, será conduzido pela Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), a partir da implantação de sistemas de geração de energia renovável com armazenamento. “A ideia é integrar empresas pernambucanas e brasileiras com empresas americanas, no sentido de criar uma economia que foque nas energias renováveis, na utilização de veículos elétricos, da Internet das Coisas e de sistemas de gestão de água e energética mais eficientes. Todo esse conjunto de produtos e soluções cria emprego, gera renda e aponta para um caminho da economia de baixo carbono”, afirmou o secretário Sérgio Xavier, de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).

 Os projetos testados e aprovados em Fernando de Noronha poderão ser replicados no Recife e em outros municípios de Pernambuco e do Brasil. O prazo para que as apostas saiam da Ilha e desembarquem no continente vai depender das empresas, no entanto, o secretário da pasta assegurou que haverá celeridade e que, ainda este ano, os resultados aparecerão.

 O cônsul John Barrett registrou o histórico de parcerias entre Pernambuco e os Estados Unidos e destacou a experiência pernambucana no que diz respeito à energia renovável, fato que fez com que empresas norte-americanas de alta inovação e tecnologia passassem a se interessar em investir em projetos no arquipélago. “Fernando de Noronha é modelo em energia renovável para Pernambuco, para o Brasil e para os Estados Unidos. Vale a pena investir na Ilha e preservá-la. É uma parceria que faz sentido”, frisou Barrett.

 Para atender as necessidades das empresas interessadas em investirem em projetos em Fernando de Noronha, a secretaria de Desenvolvimento Econômico ficará encarregada de receber as possíveis demandas. “As empresas vão dizer quais os incentivos fundamentais para que os projetos avancem e se os programas que já existem no Governo de Pernambuco atendem ou se precisam de adaptações”, esclareceu o gestor Sérgio Xavier.

Fotos: Roberto Pereira/SEI

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