RP_M1598- PEREIRA -981563654A “Operação Prontidão” vai continuar, sem data para ser desativada. A decisão foi anunciada pelo governador Paulo Câmara (PSB) por entender que ainda tem muita gente desalojada e desabrigada necessitando da solidariedade. “Vamos manter esse ritmo, essa força. Trabalhar mais. Precisamos dar respostas e esperança ao povo. A gente tem de estar junto. Fazer o que tem de ser feito. Governo é isso. A população conta conosco para superar o que aconteceu”, afirmou.

Na última reunião, os chefes dos escritórios instalados nos municípios da Zona da Mata Sul e do Agreste atingidos pelas chuvas do final do mês passado, informaram que a situação está voltando à normalidade, pois as chuvas têm caído em menor intensidade.

Na manhã do sábado passado, o governador Paulo Câmara se reuniu com secretários de Estado e dirigentes de órgãos que estão atuando nos municípios em estado de emergência para fazer um balanço do trabalho da “Operação Prontidão”. Durante os últimos 15 dias, as ações do Governo foram focadas em salvar vidas, restabelecer os serviços, limpar as cidades e realizar ajuda humanitária.

O secretário de Planejamento e Gestão, Márcio Stefanni, que coordena o Gabinete de,Crise, informou que o próximo passo é conseguir verbas para concluir as obras já planejadas. “Nesta terceira semana, vamos entrar na fase da avaliar, planejar e orçar. É hora de pedir recursos para a nova construção do que foi destruído, solicitar ajuda em Brasília e à bancada federal para que façam emendas destinadas às ações. Estamos fazendo um plano para resolver os danos causados pelas chuvas”.

Stefanni também ressaltou que um dos focos das ações, neste momento, será realizar as obras necessárias para evitar os deslizamentos de barreiras nas áreas já apontadas como de risco. “Temos que colocar a maior quantidade de lonas possível para evitar desabamentos, pois o inverno só começou. Uma vez que a água baixou, é isso que se tem que fazer”.

Entre as medidas anunciadas pelo Governo do Estado para enfrentar as fortes chuvas e amenizar os danos causados à população estão o adiamento da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) para os comerciantes das áreas atingidas, o cancelamento da cobrança da conta de água para os locais abastecidos pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) e a antecipação do pagamento do Programa Chapéu de Palha para as modalidades de pesca e cana-de-açúcar.

BALANÇO – Até o momento, o Gabinete de Crise registrou um total de 2.153 pessoas desabrigadas e de 35.764 desalojadas. Já foram distribuídos 150 mil metros quadrados de lonas plásticas, mais de 172 toneladas de alimentos, cerca de 9 mil kits dormitórios, 7.645 colchões, 198.425 litros de água mineral,  7.849 kits de limpeza, 2.450 kits de higiene e quase 100 toneladas de roupas.

Várias empresas têm participado da campanha, como a FEDEX que disponibilizou caminhões para transportar os donativos. Outras fizeram doações, como a Celpe que doou 500 geladeiras, a Tupan que doou 200 botas, a Brasil Kirin 20.592 litros de água, a Sobral Calçados mais de 100 pares, a Vitarella 13 toneladas de biscoito e 1 tonelada de macarrão, a ASA 20 fardos fraldas e 20 caixas de absorventes, a Baby Roger 320 pacotes de fraldas, a SELMI 23 toneladas de macarrão e bolacha, a Brilux 10 caixas de detergente e 70 de água sanitária, a Even 10 caixas de creme dental e 20 de sabonete, a TUTANAT 200 cosméticos de higiene pessoal, a Flamin cortes de lençóis e roupas infanto-juvenilis e a Studio Zero 450 peças de roupas.

Márcio Stefanni disse que as atenções do Governo estão voltadas para a Mata Sul e para o Agreste do Estado após as fortes chuvas, mas ressaltou que as ações estruturadoras, inclusive o abastecimento dágua, para as outras regiões não pararam. “Estamos dando a atenção que a Mata Sul e o Agreste merecem, mas não estamos esquecendo do restante do Estado. A Adutora do Moxotó vai chegar em Arcoverde; em Surubim, a adutora do Sirigi já começou os testes”.

Fotos: Roberto Pereira/SEI

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