Por Márcio Maia

28abr1999---reginaldo-posa-dentro-de-vagao-de-trem-1387548301140_300x500Impressionante a reportagem transmitida domingo passado, pela TV Tribuna, sobre a grave crise financeira do filho do Rei do Brega, Reginaldo Rossi, o ator Roberto Rossi. Segundo relato do herdeiro do grande ídolo da música popular pernambucana, ele não tinha sequer saldo bancário no dia de sua morte há cerca de quatro anos. As despesas do funeral foram dispensadas pelo Morada da Paz.
Roberto, que atualmente vive no Rio de Janeiro e trabalha como motorista de Ubber, contou que o pai gastou tudo que ganhou com a venda de milhões de discos e milhares de apresentações em mesas de jogos de baralho, onde costumava fazer altas apostas. Para pagar as dívidas, vendeu terrenos em Itamaracá, apartamentos e vários automóveis. Deixou apenas uma pousada por terminar, em Piedade e uma dívida de mais de R$ 1 milhão.
Ele também apontou o vício do cigarro como a causa principal da morte do Rei do Brega aos 69 anos de idade. “Meu pai fumava mais de três maços de cigarros por dia, bebia muito uísque com coca-cola e gostava muito de farra, passando as noites acordado”, contou Roberto. Reginaldo morreu de falência múltipla dos órgãos e câncer no pulmão.
Sandro Nóbrega, que durante vinte anos foi empresário do cantor e compositor, confirmou as palavras de Roberto. “Convivi bastante com Reginaldo, que era uma pessoa maravilhosa com um imenso coração e sempre disposto a ajudar as pessoas. Eu e muitos dos seus amigos falávamos sempre para ele diminuir o cigarro, mas ele não aceitava nossos conselhos. Respondia que gostava da vida que levava e não ia deixar seus vícios”.
Uma das pessoas que foram ajudadas por Reginaldo é José Joelson, que trabalhou com ele por mais de quarenta anos. “Eu conheci Reginaldo na frente do Hotel Boa Viagem, onde eu ainda menor de idade, engraxava sapatos. Comecei engraxando os sapatos dele, fazendo pequenos pedidos como ir comprar cigarro ou alguma bebida e um dia, ele perguntou se eu queria trabalhar pra ele”.
“Foi o dia mais feliz da minha vida, pois saí da rua e passei a morar no apartamento dele. Nos últimos anos, viajei muito com ele. Era secretário, motorista segurança e, sobretudo, amigo. Muitas vezes, eu chamava ele de pai, porque era isso que ele realmente era”, contou emocionado Joelson, enfatizando que ele faz muita falta.
O último show de Reginaldo Rossi aconteceu na casa Manhattan, em Boa Viagem. O proprietário do estabelecimento, Ronald Meneses, disse que Reginaldo era a maior atração da casa e o artista que mais empolgava o público, pois além de ter um repertório conhecido por todos, animava a plateia com suas histórias malucas de sua vida. É muito triste sabermos que o seu filho Roberto está nessa situação”.

Roberto, Sandro Nóbrega, José Joelson, Celeide Neves Ronald

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