alexandreO presidente Michel Temer anunciou que vai indicar o promotor público de São Paulo e ministro da Justiça licenciado, Alexandre de Moraes para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), onde irá ocupar o cargo de Teori Zavascki, que morreu em um acidente aéreo, no último dia 19 de janeiro, na praia de Paraty, no Rio de Janeiro. Antes, Moraes será sabatinado pelo Congresso Nacional, onde, segundo os analistas políticos, não terá problemas pois Temer conta com ampla maioria.
O candidato a ministro pediu licença do cargo de ministro da Justiça e também desfiliação do PSDB, onde estava depois de ter passado pelo próprio PSDB, DEM e PMDB. A indicação foi elogiada por diversos setores ligados ao presidente Michel Temer e também pelos congressistas que o apoiam. Apenas os parlamentares da oposição, como o senador pernambucano Humberto Costa (PT), criticaram a indicação, considerando-a com forte viés político.
HISTÓRICO – Alexandre de Moraes nasceu em 1968, formou-se em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), em 1990, onde também defendeu a tese de doutorado sobre Direito do Estado, em 2000. Foi aprovado sem a menção “com louvor”, dedicada àqueles que impressionam os avaliadores. Tornou-se promotor público em 1991, mas exerceu pouco a função, por ter sido chamado para ser assessor do procurador-geral de Justiça e primeiro-secretário da Associação Paulista do Ministério Público. Tornou-se professor da USP em 2002 e no ano seguinte perdeu o concurso para professor titular para um futuro colega de Supremo, Ricardo Lewandowski.
Moraes começou a carreira de cargos políticos em 2002, quando foi secretário da Justiça no governo Geraldo Alckmin e presidente da Febem, hoje Fundação Casa, entre 2004 e 2005. Saiu do PSDB e foi para o DEM. Entre 2007 e 2010, foi secretário de Transportes da Prefeitura, na gestão de Gilberto Kassab. No intervalo entre os cargos públicos e licenciado do Ministério Público, Moraes manteve um escritório, onde  um de seus clientes foi o então deputado federal Eduardo Cunha (PMDB), hoje preso pela Lava Jato, em um processo sobre documento falso. Cunha terminou absolvido. Moraes também atuou em processos cíveis da Transcooper, cooperativa investigada por lavar dinheiro obtido pela facção criminosa que controla os presídios de São Paulo.

Em 2015, Moraes deixou o escritório e voltou ao cargo de secretário da Segurança Pública de São Paulo, nomeado pelo governador Geraldo Alckmin, de onde saiu para o Ministério da Justiça de Temer. Em 2012, agradeceu ao então vice-presidente Michel Temer pelo convite para entrar no PMDB. “Sinto-me honrado por ter sido convidado pelo doutor Michel Temer”, disse Moraes, ao assinar a filiação. Logo depois, deixou o partido e voltou para o PSDB.
Se permanecer no Supremo até o prazo final para a aposentadoria, Alexandre de Moraes será ministro por 26 anos.

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