ferreiros

Do Blog Giro Mata Norte

A crise econômica que assola o Brasil tem causado inúmeros problemas no município de Ferreiros. A cidade depende exclusivamente do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), do Governo Federal, e em 2014 deixou de receber R$ 2.820.905,12 a título de desoneração. Com o intuito de esclarecer a situação econômica do município, o Prefeito Gileno Campos Gouveia Filho  (PSB) realizou duas reuniões com todos os colaboradores da Prefeitura para mostrar a arrecadação da cidade, a diminuição nos repasses da união, os gastos do município com a folha de pagamento, e as dificuldades financeiras que o Poder Executivo vem enfrentando diante da crise econômica e política que o Brasil enfrenta.

Durante a reunião, o contador da prefeitura, Julierme Barbosa, mostrou o balanço financeiro dos últimos três anos e explicou a importância de realizar um governo sustentável. “É necessário ajustes na estrutura administrativa do município, otimizando a utilização dos recursos públicos, primando pelo principio da eficiência. É preciso fazer mais com menos. Será preciso uma reflexão profunda das alternativas e contribuições para o enfrentamento efetivo da crise, mas não podemos deixar de indicar uma agenda propositiva para as demandas do povo de ferreiros”, explicou.

O prefeito informou os esforços que vem sendo feitos para conduzir o município diante dessa crise. “Está sendo muito difícil administrar a prefeitura no cenário atual do Brasil. Dependemos dos recursos da união para manter o funcionamento dos serviços ofertados para toda a população. Não quero fechar escolas, não quero deixar de oferecer uma merenda de qualidade, mas precisamos economizar e realizar alguns cortes nos gastos para manter a folha de pagamento e os serviços essenciais”, disse o prefeito. Ele finalizou o discurso convocando a todos para realizar um esforço conjunto com o intuito de enfrentar o momento difícil que o país e o município vem enfrentando.

Folha de Pagamento – A prefeitura estava pagando aos colaboradores no dia 30 de cada mês, mas em setembro só conseguiu pagar o valor líquido da folha onde R$ 82.800 foram aportados para os servidores da educação, R$ 8.500 para os aposentados e pensionistas e R$ 56.000 para os funcionários da saúde. Vale destacar que ainda falta pagar os encargos tributários no valor de R$ 71.665,00 Além disso, o Poder Executivo está com dificuldade para manter a regularidade nospagamentos dos fornecedores e prestadores de serviços.

Para enfrentar a crise, o prefeito lançou o Plano de Contingenciamento de Gastos (PCG) onde vai ser reduzido 20% nos gastos com combustíveis, passagens e diárias, redução de 40% na manutenção da frota, devolução dos veículos locados, redução de 100% nas gratificações. Além de suspensão de horas extras, redução do horário de expediente e redução em 20% da energia elétrica.

Através dessas medidas, espera-se reduzir os gastos da Prefeitura e manter a máquina funcionando com os serviços essenciais. Os secretários e funcionários da Prefeitura também estão se empenhando com o intuito de encontrar soluções para enfrentar a dificuldade econômica que o município vem passando.

 

 

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