simone

Da Alepe

O possível fim da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM) motivou críticas da deputada Simone Santana (PSB), durante a Reunião Plenária de ontem (30). Informações veiculadas na imprensa nacional, nesta semana, dão conta de uma fusão entre a pasta e as secretarias de Direitos Humanos e de Promoção da Igualdade Racial, como medida de corte de gastos pelo Governo Federal.

“É um equívoco cujas consequências marcarão um retrocesso nos direitos sociais”, queixou-se a parlamentar. A socialista considerou que, mesmo do ponto de vista da economia de recursos, a proposta é ineficiente, porque pode resultar em elevação dos casos de violência contra a mulher, desequilíbrio no mercado de trabalho, redução da representação feminina na gestão e aumento da mortalidade materna, “mazelas que irão onerar ainda mais os cofres públicos”.

A deputada apontou que a criação da SPM, em 2003, resultou de séculos de lutas sociais e representou o engajamento do Estado brasileiro em reparar desigualdades de gênero. “A quebra desse compromisso enfraquecerá a promoção da cidadania”, avaliou.

Nas galerias do Museu Palácio Joaquim Nabuco, representantes de movimentos sociais mostraram cartazes e também se manifestaram contra essa possível reforma no Governo Federal. Wedja Martins, da Comissão de Luta pela Permanência da SPM, explicou que a existência de uma secretaria exclusiva para conduzir políticas para as mulheres, com orçamento próprio, fortalece as pautas da sociedade. “Se concretizada, essa fusão será um desrespeito às mulheres e ao movimento negro. Não podemos pagar pela crise em que o País está imerso”, afirmou.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fechar