Arquivos do mês agosto 2015

BRUNO VILLAS BÔAS/FOLHA DE SÃO PAULO
DO RIO

Uma combinação de maior procura por trabalho sem a criação de novas vagas aumentou o número de desocupados no país para 8,35 milhões de pessoas e pressionou a taxa de desemprego para 8,3% no segundo trimestre deste ano.

No mesmo período do ano passado, a taxa havia sido de 6,8%. No primeiro primeiro trimestre deste ano, a taxa era de 7,9%.

O número de desempregos no país cresceu 23,5% no segundo trimestre deste ano, na comparação ao mesmo período do ano passado, um incremento de 1,587 milhão de pessoas. Frente ao primeiro trimestre, o aumento foi de 5,3%, mais 421 mil.

Os dados são da Pnad Contínua e foram divulgados pelo IBGE na manhã desta terça-feira (25). Os cálculos seguem a nova metodologia, em que resultados trimestrais são apresentados mensalmente.

Um sinal de que a maior procura foi a responsável pelo aumento do desemprego é o crescimento da força de trabalho, formada por pessoas empregadas ou desempregadas que estavam efetivamente procurando emprego.

Esse contingente de trabalhadores cresceu 1,8% no segundo trimestre deste ano, em 1,747 milhão de pessoas. São 100,5 milhões de brasileiros formando a força de trabalho do país.

A procura por emprego cresce, entre outros fatores, com a chegada de jovens ao mercado de trabalho. São pessoas que adiaram a chegada ao mercado apoiadas na renda familiar e que agora precisam trabalhar para complementar o orçamento de casa.

O rendimento real habitual dos trabalhadores foi de R$ 1.882 no segundo trimestre deste ano, queda de 0,5% na comparação ao primeiro trimestre deste ano. Frente ao mesmo período do ano passado houve alta, de 1,4%.

Assim, o pessoal fora da força de trabalho —que tem idade para trabalhar, mas não está empregada e nem procura emprego— encolheu em 307 mil no segundo trimestre deste ano, para 63,5 milhões de pessoas.

A procura por emprego é frustrada, no entanto, pela menor geração de vagas. A população ocupada foi de 92,2 milhões de pessoas de abril a junho deste ano, um incremento de 159 mil pessoas na comparação ao mesmo período do ano passado, ou 0,2% de alta.

SETORES

Das atividades que cortaram postos de trabalho no segundo trimestre deste ano, o setor de construção cortou 673 mil, na comparação ao mesmo período do ano passado, redução de 8,6%.

Outros setor com corte de março a junho, em relação ao mesmo período do ano passado, foi o de agricultura, pecuária, produção florestal, com perda de 207 mil postos, baixa de 2,1%.

Em relação ao primeiro trimestre deste ano, os cortes foram sobretudo na construção, com a perda de 509 mil empregos, uma queda de 6,7%.

REGIÕES

A taxa de desemprego cresceu em todas as regiões brasileiras no segundo trimestre, na comparação ao mesmo período de 2014: Norte (de 7,2% para 8,5%), Nordeste (de 8,8% para 10,3%), Sudeste (de 6,9% para 8,3%), Sul (de 4,1% para 5,5%) e Centro-Oeste (de 5,6% para 7,4%).

Entre os estados, Bahia teve a maior taxa de desemprego do país (12,7%) e Santa Catarina, a menor (3,9%).

Em quatro estados a taxa de desemprego chega a dois dígitos: Bahia (12,7), Alagoas (11,7%), Rio Grande do Norte (11,6%) e Amapá (10,1%).

Em São Paulo, a taxa foi de 9%, acima de 8,5% do primeiro trimestre deste ano e de 7% no mesmo período do ano passado. No Rio de Janeiro, a taxa é de 7,2%.

 

 

Entre os cursos oferecidos estão recepcionista, serviços gerais, cabeleireiro e garçom

Cerca de 150 alunos de cursos profissionalizantes oferecidos no primeiro semestre deste ano no Centro da Juventude do bairro de Santo Amaro, no Recife, recebem certificados. O Centro da Juventude é uma das modalidades de atendimento oferecidas pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude (SDSCJ), através do Programa Vida Nova, que é ligado à Secretaria Executiva de Assistência Social (SEAS). O evento acontece às 14h desta quinta-feira, no próprio Centro da Juventude.

Entre os cursos oferecidos no Centro de Juventude de Santo Amaro estão os de recepcionista, serviços gerais, cabeleireiro e garçom. A certificação fecha um ciclo e abre outro, durante todo este segundo semestre. Durante o evento haverá apresentações da Orquestra Sinfônica de Santa Terezinha, comunidade localizada no bairro de Santo Amaro, além da banda de percussão do centro. A cadeirante Elaine Paz e seu parceiro de dança Jefferson Bruno farão uma performance de dança de salão.

 

SERVIÇO

Entrega de certificados de cursos profissionalizantes

Quando: 27/08 (quinta-feira)

Horário: 14h

Local: Centro da Juventude de Santo Amaro

Endereço: Avenida Norte, s/nº, bairro de Santo Amaro, Recife

 

Ministro Nelson Barbosa falou sobre os cortes no número de ministério (Foto: Reinaldo Ferrigno/ Agência Câmara)

Da Agência Brasil

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, anunciou nesta segunda-feira (24) que o governo vai reduzir o número de ministérios do governo, baixando de 39 para 29 o total de pastas. A medida faz parte de um pacote de reforma administrativa apresentado hoje (24) a ministros durante a reunião da coordenação política com a presidenta Dilma Rousseff.

Os ministérios que serão extintos serão definidos até o fim de setembro por uma equipe do governo. “Nosso objetivo é chegar a uma meta de dez (ministérios). Existem várias propostas possíveis para atingir essa meta. Precisamos ouvir todos os envolvidos, não tem nenhum ministério inicialmente apontado para ser extinto”, disse Barbosa.

A reforma também inclui cortes em estruturas internas de órgãos, ministérios e autarquias – com a redução de secretarias, por exemplo; a diminuição dos cargos comissionados no governo, os chamados DAS; o aperfeiçoamento de contratos da União com prestadoras de serviços, entre eles de limpeza e transporte; e a venda de imóveis da União e a regularização de terrenos.

O ministro não apresentou a estimativa da economia do governo com as medidas, mas disse que a reforma é necessária para a nova realidade orçamentária do país e vai melhorar a produtividade do governo. “Com o melhor funcionamento da máquina, você vai aumentar a produtividade do governo. É vital e crucial aumentar a produtividade dentro do governo”, disse.

Nelson Barbosa lembra que as medidas da reforma administrativa dependem de projetos de lei, decretos ou portarias para entrarem em vigor.

 

 

Segundo o Ministério da Fazenda, antecipação será dividida em duas vezes, sendo 25% no mês que vem e o mesmo percentual em outubro. Os 50% restantes serão pagos normalmente em dezembro Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil

 Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) receberão em setembro a primeira parcela da antecipação do 13º salário. De acordo com o Ministério da Fazenda, antecipação será dividida em duas vezes, sendo 25% no mês que vem e o mesmo percentual em outubro. Os 50% restantes serão pagos normalmente em dezembro.

Desde 2006, segundo o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), a antecipação era paga em agosto. Ontem (21), o Ministério da Fazenda havia informado que a proposta de parcelamento da primeira parcela do 13º salário dos aposentados ainda dependia do aval da presidente da República, Dilma Rousseff.

No início da semana, a Receita Federal informou que arrecadação federal teve o pior resultado para o período de janeiro a julho em cinco anos. O país arrecadou R$ 712 bilhões nos primeiros sete meses deste ano, montante que representa queda de 2,91% em relação ao mesmo período de 2014. O resultado para julho também foi o pior para o mês desde 2010. No mês passado, o país recolheu R$ 104,8 bilhões em receitas, o que representa redução de 3,13% em relação a julho de 2014.

A queda no montante arrecadado, tanto no acumulado do ano quanto no mês, traz descontada a inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A queda na produção industrial foi o principal motivo do recuo da arrecadação nos sete primeiros meses do ano.

Antes mesmo da confirmação da mudança no pagamento da primeira parcela do 13º salário, o Sindnapi criticou a medida e entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal. “Somos contra [o parcelamento], porque, na verdade, a antecipação já é a metade [do valor do 13º]. O benefício do aposentado e pensionista não é crediário. O aposentado conta com esse dinheiro”, disse o presidente do Sindnapi, Carlos Ortiz.

Edição: Valéria Aguiar

 

Economia

Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil

A Dívida Pública Federal teve elevação de 0,78% em julho, em comparação a junho. O valor passou de R$ 2,583 trilhões para R$ 2,603 trilhões. Os dados foram divulgados hoje (24) pelo Tesouro Nacional.

No mês de julho, as emissões da Dívida Pública Federal (DPF) corresponderam a R$ 51,24 bilhões, enquanto os resgates alcançaram R$ 71,06 bilhões. O resultado foi um resgate líquido de R$ 19,82 bilhões.

O endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões, pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta (com destinação específica).

O aumento da dívida do Tesouro Nacional também pode ocorrer pela assinatura de contratos de empréstimo. Nesse caso, o Tesouro toma empréstimo de uma instituição financeira ou de um banco de fomento.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) cresceu 0,52% e passou de R$ 2,462 trilhões para R$ 2,475 trilhões. A DPMFi é a dívida pública federal em circulação no mercado nacional e é captada por meio da emissão de títulos públicos. O motivo da elevação, informou o Tesouro Nacional, foi a incorporação de juros à dívida, no valor de R$ 29,54 bilhões.

A Dívida Pública Federal Externa (DPFe) registrou, em julho, elevação de 6,14%% em comparação ao resultado do mês anterior, chegando a R$ 128,72 bilhões, equivalentes a US$ 37,93 bilhões, dos quais R$ 117,69 bilhões (US$ 34,68 bilhões) referem-se à dívida mobiliária (títulos) e R$ 11,03 bilhões (US$ 3,25 bilhões), à dívida contratual. A variação deveu-se, destacam os técnicos, principalmente à desvalorização do real em relação às moedas que compõem o total da dívida externa.

DPF e é a dívida pública federal existente no mercado internacional paga em outras moedas. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), o governo estima a Dívida Pública Federal, em 2015, entre R$ 2,45 trilhões e R$ 2,6 trilhões.

Edição: José Romildo

 

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Equipe vai tratar dos limites de gastos e investimentos do ano de 2016 Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem

Por Franco Benites do Jornal do Commercio

O governador Paulo Câmara (PSB) passará parte da manhã, desta segunda-feira (24), reunido com seu secretariado no Palácio do Campo das Princesas para discutir o cenário econômico adverso e suas consequências nas finanças estaduais. A conversa não irá girar apenas em torno de 2015, mas o governador quer colocar o foco em 2016.

“A queda da receita é maior do que a gente esperava e a atividade econômica cai cada vez mais. Estamos no pior momento do ano. Temos que ter um sinal para a Lei Orçamentária do ano que vem. Se a receita não crescer, qual será o investimento possível? Precisamos discutir medidas do que fazer”, explicou o secretário da Fazenda, Márcio Stefanni.

Além dos problemas na arrecadação, o governador está preocupado com o fato do governo federal ter proibido os Estados de terem acesso a operações de crédito, isto é, conseguirem empréstimos com instituições de financiamento a exemplo do Banco Mundial. “É hora de traçar cenários. Se você tiver operações de crédito, vai por um caminho. Se não, vai por outro”, destaca o secretário da Fazenda.

Para dar uma folga no caixa estadual, o governador instituiu, em fevereiro, o Plano de Contingenciamento de Gastos (PCG), que definiu um corte de R$ 320 milhões nas despesas de custeio da máquina pública. Recentemente, essa meta foi ampliada para cerca de R$ 700 milhões e é possível que seja revista novamente. No governo, ninguém garante que isso vá ocorrer uma vez que um novo valor pode atingir a qualidade dos serviços oferecidos à população.

De acordo com Márcio Stefanni, também não há risco do governador rever a meta de investimentos do Estado. Antes de tomar posse, Paulo anunciou que o valor investido pelo governo estadual em 2015 seria de R$ 3 bilhões. Já como governador, devido à crise econômica, ele garantiu que o investimento seria de R$ 1 bilhão. Agora, apesar da crise econômica, esse número segue como objetivo. “É um valor factível”, explica o secretário.

 

Antes de sua fala, Dilma levou vários grupos de movimentos sociais a erguerem suas bandeiras no palco

 Informações da Folha de Pernambuco

Logo depois de discursar no evento Dialoga Brasil, que ocorre nesta sexta-feira (21), numa casa de festas no bairro do Benfica, no Recife, o governador Paulo Câmara (PSB) escutou a militância petista gritar “não vai ter golpe”, em referência a tentativa de retirar a presidente Dilma Rousseff (PT) do governo. Em sua fala, o socialista falou que a “crise não se resolve com intolerância”.

“O momento exige unidade nacional. Pernambuco não vai se eximir que o Brasil cresça. Vamos trabalhar pelo Brasil. Ninguém vai vencer a crise com intolerância de ambos os lados”, relatou Câmara.

O governador Paulo Câmara foi o penúltimo a discursar no evento. Antes de sua fala, a presidente Dilma levou vários grupos de movimentos sociais a erguerem suas bandeiras no palco.

NA COZINHA Jarbas Vasconcelos, como faz tradicionalmente, acompanha o processo de preparo do cozido

Do Blog de Jamildo

O deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB) mantém, neste sábado (22), uma tradição de muitos anos e reúne amigos para almoço, comemorando seu aniversário. Quem não deve comparecer ao encontro é o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB). Rumores apontam uma possível ruptura entre os dois.

Como de costume, Jarbas garante que o encontro é social e não tem caráter político, entretanto com a proximidade da sucessão municipal, é claro, que as especulações sobre a possível candidatura do peemedebista à Prefeitura do Recife em 2016 vão estar em todas as rodas.

Embora Jarbas evite se posicionar como pré-candidato, algumas movimentações vêm sendo costuradas nos bastidores. Quando questionado sobre a eleição, o peemedebista costuma repetir que não vai desmentir o que não disse.

Geraldo não deve comparecer ao almoço. Segundo sua agenda oficial, o prefeito participa da 5° Meia Maratona de Revezamento TV Jornal, às 16h30 deste sábado. Nos bastidores a informação é de que Geraldo está evitando o encontro com o ex-governador.

A possível candidatura de Jarbas em 2016 pode ter criado uma ruptura dos laços do deputado com o prefeito. Nas eleições de 2012 o PMDB tinha uma pré-candidatura posta que era a do então deputado federal Raul Henry. Com a ruptura entre o PT e o PSB, a Frente Popular se reaglutinou em torno de Geraldo Julio abrigando o PMDB de Jarbas. A vitória ocorreu no primeiro turno.

Quando questionado, Jarbas nega qualquer intenção de romper com o PSB no próximo ano para se candidatar pela terceira vez à prefeitura do Recife. Isso pode ser visto como um alívio para Geraldo Júlio porque com o ex-senador no páreo a eleição deve ser decidida no 2º turno.

Durante entrevista recente concedida à Rádio Jornal, o prefeito respondeu aos boatos de “ruído” na relação com Jarbas. “Eu tenho uma excelente relação com o ex-governador Jarbas, uma relação muito positiva, estivemos juntos em 2012, na minha eleição, e de lá para cá temos uma relação muito próxima e muito positiva”, disse.

PASSADO

Vale lembrar que, em 1992 o então candidato derrotado a governador, Jarbas Vasconcelos, rompeu com Miguel Arraes porque não chegaram a um acordo sobre a chapa PMDB/PSB à Prefeitura do Recife. Jarbas recompôs-se com o PSB em 2012 para apoiar Geraldo Júlio, e pode ser candidato contra ele.

 

Dilma usa visita de Merkel para buscar apoio

Estadão

– A presidente Dilma Rousseff recebeu nessa quarta-feira (19) 12 empresários que têm investimentos no exterior para uma preparação para a visita bilateral da chanceler alemã, Angela Merkel.

Apesar de tratar de um tema específico – a relação comercial com o país europeu -, o encontro foi mais um em uma série de contatos com empresários que a presidente tem aproveitado para buscar aproximação com o setor produtivo, em um momento em que o governo procura um pacto pela governabilidade.

Foram convidados ao Palácio do Planalto 20 empresários, dos quais 8 faltaram e 12 compareceram. De acordo com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Armando Monteiro Neto, o tema central da conversa foram as maneiras de avançar a relação comercial com a Alemanha, com quem o País tem déficit comercial.

Perguntado se a presidente pediu apoio a uma agenda positiva e ao ajuste fiscal, Monteiro afirmou que a agenda em si já era positiva. “A agenda já era intrinsecamente positiva e de confiança”, afirmou.

Ao chegar para o encontro, o presidente do Centro Empresarial da América Latina (Ceal), Ingo Plöger, elogiou as iniciativas de diálogo do Planalto e as ações tomadas pela presidente e pela equipe econômica para enfrentar a crise, além de ter pregado a proximidade dos empresários com o governo.

“Eu prefiro uma reforma com rumo claro, aonde estamos indo, do que uma situação insustentável como antes. O rumo que o governo está dando é de sustentabilidade, de combate à inflação, de trazer o controle das contas públicas”, disse. “Estamos no rumo certo, só que vamos passar por uma fase difícil e todos nós vamos ter que ajudar para que passe rápido.”

Essa é a primeira vez que Dilma chama empresários para discutir as pautas importantes para a indústria antes de uma visita de um chefe de Estado ao Brasil. Costumeiramente, isso ocorria apenas nas viagens da presidente ao exterior, quando conversava com empresários que acompanhavam a comitiva.

Nas últimas semanas, o governo tem apostado no setor empresarial para tentar obter apoio e reduzir a crise política, invocando o sentimento dos empresários de que é necessário estabilidade política para que o ajuste econômico tenha resultado.

Amanhã, Dilma volta a se reunir com empresários regionais no Recife, repetindo o roteiro cumprido na semana passada em Salvador. Na próxima semana, a presidente deve abrir uma nova rodada de encontro com empreendedores em Fortaleza.

Pedidos

Na conversa de ontem, os empresários cobraram empenho do governo para acelerar a troca de ofertas do acordo Mercosul-União Europeia, visto como uma possibilidade de aumentar a corrente de comércio com o bloco e melhorar a pauta das exportações, hoje concentrada em produtos de baixo valor agregado, como farelo de soja e minério de ferro.

Também há esperança, no setor agropecuário, de que o governo consiga a liberação de exportação de proteína animal, especialmente suína, que ainda enfrenta barreiras fitossanitárias.

 

Foto: Hélia Scheppa/Arquivo JC Imagem

Por Franco Benites do Jornal do Commercio

O governador Paulo Câmara (PSB) convocou os secretários estaduais para uma reunião de “atualização de cenários” após o governo federal suspender, na última sexta-feira, a autorização para que Estados e municípios tenham acesso a operações de crédito junto a instituições  de financiamento.

“Vamos fazer uma leitura das consequências desse contigenciamento. Logo enviaremos a proposta de Lei Orçamentária para 2016 para a Assembleia Legislativa e há uma discussão que precisa ser feita a partir das novas variáveis que estão sendo colocadas. O cenário econômico pode demandar uma nova pactuação orçamentária”, destacou o secretário de Planejamento e Gestão, Danilo Cabral.

O encontro com o secretariado estava previsto para esta sexta-feira (20), mas o governador aguardará a divulgação final da agenda da presidente Dilma Rousseff (PT) em Pernambuco para então decidir se reprograma a reunião.

De acordo com Danilo Cabral, o governo estadual pode até mesmo mudar a execução do seu mapa da estratégia, que reúne o conjunto de metas estipuladas para os próximos quatro anos. “Finalizamos um conjunto de quase 300 objetivos estratégicos para iniciar o ciclo de monitoramento. Há a possibilidade de fazer uma redifinação desses objetivos em função daquilo que está previsto. Isso é consequência da decisão do governo federal de suspender as operações de crédito”, disse.

Entre os governistas, o sentimento é de que a crise é de médio prazo e agora a meta é agir para não comprometer as contas estaduais no próximo ano. O governador e seus aliados estão preocupados porque se a União liberar o acesso às operações de crédito apenas no início de 2016, o dinheiro demoraria a chegar aos cofres estaduais devido à burocracia do processo. “Em um cenário otimista, seria algo em torno de seis meses”, afirmou Danilo Cabral.

REAJUSTES –
 Ao colocar a crise econômica no centro de uma conversa com o secretariado, o governador também manda aos sindicatos de servidores estaduais o recado de que tem tratado o tema com a devida seriedade.

No primeiro semestre, quando foi pressionado por conceder reajustes salariais, Paulo prometeu que voltaria a tratar do assunto logo após a conclusão do relatório fiscal do segundo quadrimestre. O documento ficará pronto no final deste mês e a gestão tem até o final de setembro para divulgá-lo.

Na reunião, a Controladoria Geral do Estado (CGE), responsável por executar o Plano de Contigenciamento de Gastos (PCG) também apresentará um balanço do que foi feito até agora. O  PCG começou com a meta de reduzir em R$ 320 milhões os gastos com o custeio da máquina pública e recentemente o valor foi dobrado. Com reunião na sexta ou na próxima semana, a ordem será uma só: continuar “apertando os cintos”.

 

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